Saiba tudo o que aconteceu no evento!

A 2ª edição do Construtalk ocorreu no dia 12 de junho de 2018, em Goiânia, Goiás. O evento itinerante que discute inovação na construção civil contou com a presença de cerca de 80 profissionais do setor reunidos no Instituto de Inovação e Parque Tecnológico, o Gyntec. A 1ª edição aconteceu em Belo Horizonte.


Os participantes, dias após o evento, tiveram a oportunidade de responder à uma pesquisa de satisfação do Construtalk Goiânia. O NPS, metodologia que tem como objetivo mensurar o grau de lealdade dos consumidores de uma empresa, mostrou que mais de 95% dos participantes recomendariam o evento a um colega!


Com o saldo positivo para os envolvidos, o Construtalk Goiânia teve um público formado, em sua maioria, por decisores, ou seja, profissionais que têm poder direto na mudança de mindset da construção civil em relação ao uso de inovação e tecnologia.


A proposta do evento foi mostrar e debater o panorama de inovações e tecnologias disruptivas que impactam o setor. Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer cases reais de empresas tradicionais que vêm quebrando velhos paradigmas.


Do outro lado, construtechs também estiveram presentes e mostraram o que as startups estão fazendo para transformar o mercado da construção.


Entre os participantes estavam gestores de construtoras e incorporadoras, empreendedores, arquitetos, investidores e estudantes.


Em nove horas e meia de evento, com direito a coffee break, almoço e happy hour, 12 palestrantes abordaram temas que vão desde os desafios da adoção de uma nova cultura organizacional voltada para inovação até a reinvenção do mercado imobiliário por meio de inteligência artificial e outras tecnologias.


Além disso, 6 profissionais representaram suas construtechs e mostraram ideias inovadoras para o setor, durante o Pitch Time.


Veja o vídeo do evento!

Durante o evento, o head de conteúdo do Buildin, Bruno Loturco, apresentou o site.


O Buildin é uma plataforma de conteúdo para a indústria da construção. Produzimos e divulgamos materiais relevantes para os profissionais da construção civil.


Por meio da curadoria de conteúdo, reunimos e organizamos em um só lugar toda informação importante do setor de acordo com o interesse de cada profissional.


Também produzimos material próprio. Todos os meses, publicamos artigos, blogposts, e-books, webinar, produções audiovisuais e cursos.


Possuímos uma equipe de profissionais da indústria da construção atuando como colunistas do Buildin. Eles são responsáveis por tornar o conteúdo da plataforma ainda mais relevante.


Além dos eventos, que ajudam a fortalecer a marca enquanto agregam valor aos participantes.


O Construtalk Goiânia foi realizado no Gyntec. O objetivo do espaço é acelerar o desenvolvimento do ecossistema de startups por meio da inovação disruptiva. Para isso, fomenta o investimento privado em inovação através de Fundos de Investimento Anjo.


O Instituto Gyntec atua com startups em fase de pós-incubação e pré-aceleração, contribuindo com o desenvolvimento da prototipagem e a devida validação pelo mercado. Também acompanha o desenvolvimento de novos modelos de negócios por meio de spinoffs e criação de novas startups formadas por membros internos da empresa tradicional.




Master: Vedacit

Gold: Softplan, Construtech Ventures e Duratex

Silver: CIV




Gyntec

Maleta do Engenheiro

Ademi-GO

FIEG

Sinduscon-GO

Construa Resultados

Construct

Facilita App


Acompanhe o resumo de cada palestra do Construtalk Goiânia e veja fotos e vídeos do evento!


Boa leitura!


Patrocínio

Apoio

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Panorama do ecossistema de inovação no Centro-Oeste e Desafio Construtech - Marcos Campos, Diretor-Executivo do Gyntec


A primeira palestra aconteceu às 9h, quando o Diretor-Executivo do Gyntec, Marcos Campos, apresentou um panorama do Ecossistema de Inovação no Centro-Oeste.


Neste post publicado pelo Buildin, você já pôde ter uma ideia de como é o ecossistema de inovação do estado de Goiás. Na palestra, Marcos trouxe mais dados para mostrar a importância da região para o mercado de construção civil do país.


Como exibiu em sua palestra, de acordo com a Revista Exame de 14 de julho de 2014, o eixo Goiânia-Anápolis-Brasília é o maior polo de atração de novos negócios entre os dez principais eixos de desenvolvimento brasileiros. Desde 2009, mais de 31.000 empresas foram abertas nas cidades do corredor de riqueza formado por Goiânia, Anápolis e Brasília.


Marcos também trouxe dados sobre o cenário macroeconômico do mercado da região central do Brasil. São seis estados que ocupam 25% do território nacional, com mais de 20 milhões de habitantes e dois milhões de metros quadrados. Um território impossível de se fechar os olhos quando se fala em inovação.




                                                                                 Parque tecnológico


E por falar em inovação, diante da importância de uma região como a Centro-Oeste, o Gyntec surge como eixo tecnológico. Um hub de inovação que promove investimentos em startups e atrai centros de pesquisa em localização estratégica em Goiânia.

O Gyntec pretende se transformar em um parque empresarial tecnológico voltado para quatro grandes setores:

  • Agritech - Inovação para o setor do agronegócio
  • Fintech - Tecnologia para o mercado financeiro
  • Healthtech – Startups na área da saúde
  • Construtech – Inovação para a construção civil

Em parceria com o Gyntec, a ACE (aceleradora de startups) de Goiânia conta com 25 negócios com cerca de R$ 5 milhões em investimento.


Desafio Construtech


Em parceria com o Sinduscon-GO e apoio do SENAI e SEBRAE, o Gyntec lança o primeiro Desafio Construtech.

O desafio surgiu da necessidade de atender a demanda por inovação de empresas da construção civil por meio das startups. A startup que se sair melhor no Desafio Construtech receberá investimento. O primeiro desafio acontecerá no final de agosto de 2018.


Veja o convite de Marcos Campos e inscreva a sua construtech:

A era cognitiva e a transformação digital - E os reflexos na Construção Civil - Hevertom Fischer, Client Technical Leader da IBM

A segunda palestra do dia foi com Hevertom Fischer, Client Technical Leader da IBM. Ele falou sobre a importância de as empresas investirem na tecnologia e no meio digital. “É no digital que você encontra as pessoas”, afirmou.


Hevertom comparou empresas tradicionais e disruptivas e mostrou, por meio de dados, porque estas últimas vieram para ficar. O caso da Uber é um bom exemplo. A empresa possui valor de mercado de US$ 60-70 bilhões, milhões de motoristas e nenhum carro próprio. Enquanto a tradicional Hertz conta com um valor de mercado de US$ 6,4 bilhões e tinha cerca de 400 mil carros em sua frota nos Estados Unidos em 2015.


Outro ponto destaque na apresentação de Hevertom foi a convergência das indústrias. Ele mostrou que a convergência foi apontada como a maior tendência no mundo corporativo, ganhando de temas como sustentabilidade e economia compartilhada.

Além disso, trouxe os três elementos que estão transformando a indústria, os clientes e a própria IBM:


  • Informação - Base da vantagem competitiva
  • Cloud - Caminho para novos modelos de negócios
  • Mobile e social - Abordagem que vem transformando a atitude dos indivíduos


O Client Technical Leader da IBM também declarou: “dado é o novo petróleo”. Prova disso, segundo ele, é que 2,5 bilhões de gigabytes de novos dados são gerados todos os dias e 80% deles não são estruturados. Por exemplo: vídeos, áudios, sensores e redes sociais. Todos representam novas áreas para coletar insights.

E, claro, Hevertom falou sobre os sistemas cognitivos na era do Big Data, IoT (Internet das Coisas) e Blockchain. Ao final de sua palestra, fez uma demonstração utilizando a inteligência cognitiva, que também pode ser aplicada na construção civil.


Para falar sobre isso, Hevertom apresentou o IBM Watson, plataforma de serviços cognitivos da IBM para negócios.


Veja o vídeo e conheça mais sobre o IBM Watson:

https://goo.gl/ruKkBP

Para Hevertom, a computação cognitiva será cada vez mais utilizada na construção civil. Saiba o motivo no vídeo:

InfoOBRA: Como melhorar a produtividade de forma sistemática a partir das necessidades e oportunidades da própria obra - Tiago Campestrini, Desenvolvimento de Novos Negócios da InfoOBRA

Em seguida, foi a vez de Tiago Campestrini subir ao palco e revelar três dicas essenciais para uma empresa aderir à onda da inovação:


  • Definir os problemas da empresa
  • Experimentar soluções
  • Estabelecer isso como cultura


Tiago também falou que é primordial a adaptação à disrupção para se sobreviver no setor, já que a construção civil vem se transformando pouco a pouco com o uso da tecnologia.


Em sua fala, o palestrante disse que a indústria da construção é uma indústria complexa. Isto é: “temos que fazer a nossa fábrica antes de lançar um produto. Precisamos contratar uma equipe formada por fornecedores, engenheiros e outros profissionais antes de mais nada”.


Além disso, Tiago falou da InfoOBRA, uma ferramenta de Lean Construction para melhorar a produção no canteiro de forma sistemática. Conheça mais sobre a plataforma no site.


De acordo com ele, “se conseguirmos realizar 70% das tarefas por meio de Lean Construction, quer dizer que somos bons planejadores”. Já que, em média, apenas 40% das tarefas previstas para a semana são realizadas nos canteiros de obra tradicionais.

CIV: Como inteligência artificial e geolocalização simplificam a locação de equipamentos na construção civil - Victhor Araújo, CEO da CIV

Victhor Araújo apresentou a CIV, uma solução de automatização online para conexão entre locadores e locatários de equipamentos para construção civil.


Dentre os principais problemas enfrentados por quem trabalha no canteiro de obras está o aluguel de equipamentos. Muitas vezes, os profissionais perdem um tempo precioso para selecionar a melhor opção, além de encontrarem dificuldade em saber qual empresa fornece o melhor custo-benefício.


A partir desse contratempo, no final de 2016 nasceu a CIV. Baseado na sua rotina pessoal de atuação em grandes obras, o CEO Victhor sentiu a necessidade de criar um espaço que pudesse unir locador e locatário de maneira mais fácil e rápida.


O aluguel de equipamento é feito por meio de três passos. Confira no vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=1EmX2_Ax7xE


A construtech utiliza inteligência artificial para encontrar o melhor equipamento para a obra do locatário, baseado na geolocalização do usuário e data da demanda.


Veja o depoimento de Victhor contando a partir de quando ele sentiu que o setor da construção deveria ter maior facilidade no acesso a equipamentos para o canteiro de obras:

DURATEX: Os desafios e resultados da adoção de uma cultura de inovação - Gabriela Rezende, Gestora de Inovação Corporativa da DURATEX

Depois do primeiro coffee break, foi a vez da Gabriela Rezende, Gestora de Inovação Corporativa da DURATEX fazer sua palestra.


Visto que o tema principal do evento é discutir inovação na construção civil, muitos profissionais podem se perguntar: como uma empresa com mais de 6 décadas de história pode ser considerada inovadora?


Essa conquista não é simples. Na sua apresentação, Gabriela apontou a agilidade e o foco como os principais desafios enfrentados pela DURATEX na adoção da inovação.


Para ela, uma empresa que atua frente à tantas operações, pensar de maneira inovadora pode acabar ficando de lado se não tiver uma equipe voltada a agir diferente.


E muito mais que ser uma empresa que busca por inovação, é preciso adotar uma nova cultura entre os seus 11 mil colaboradores e 22 fábricas. Afinal de contas, quem faz uma organização são as pessoas que nela trabalham.


Não é só o relacionamento interno que faz a DURATEX ser considerada inovadora. Na palestra, Gabriela mostrou que compartilhar valores com seus clientes faz a diferença. As pessoas tendem a dar maior relevância ao que ouvem até mesmo de desconhecidos e menor relevância ao que ouvem das empresas. E a sua conclusão disso é que as empresas precisam transformar a maneira de se relacionar com o consumidor e mercado de forma geral.


Além da inovação, Gabriela mostrou que a DURATEX baseia o resultado da admiração de seu público por meio de outros 4 pilares:


  • Ética
  • Qualidade
  • Design
  • Sustentabilidade


Na ocasião, a Gestora de Inovação Corporativa contou que desde 2011 a empresa vem cultivando uma nova cultura organizacional e, a partir disso, descobriram o que é melhor manter e o que é melhor tirar de suas demandas.


Saiba mais no vídeo o que a DURATEX faz para implementar uma cultura inovadora na empresa:

Foco estratégico da DURATEX até 2025


  • Soluções florestais
  • Soluções em água
  • Sistemas de ambientes
  • Plataformas para consumidores e profissionais


Núcleo de Inovação


Na prática, a DURATEX conta com um Núcleo de Inovação composto por profissionais de diferentes áreas, com atuação transversal aos negócios e com o objetivo de acelerar a materialização do propósito “Soluções para melhor viver” por meio da inovação.


Esse Núcleo trabalha realizando as seguintes tarefas:


  • Inspirando iniciativas de inovação
  • Disseminando ferramentas
  • Fomentando empreendedorismo
  • Apoiando a aceleração de iniciativas


Um dos projetos em andamento da empresa é a Assistência Técnica remota (Durafloor), uma tecnologia de atendimento remoto via smartphone dos clientes, para oferecer o primeiro suporte sem a necessidade da visita técnica.


Garagem DURATEX


Gabriela também falou do Garagem DURATEX, um programa em parceria com a Endeavor para imersão no ecossistema empreendedor com o objetivo de mapear, apoiar e conectar a empresa com scale-ups que inovam e podem agregar valor ao seus negócios.

A palestra terminou com as cinco características que os profissionais devem ter para inovar dentro das organizações:


  • Bom ouvinte (escuta ativa)
  • Incentivador
  • Aberto
  • Bom questionador
  • Exemplar

Inovação asiática: O que podemos aprender com a construção residencial pré-fabricada no Japão - Jonas Medeiros, Diretor Técnico da Inovatec Consultores

O doutor em Engenharia de Construção Civil pela Escola Politécnica da USP, Jonas Medeiros, deu uma verdadeira aula sobre construção civil durante o Construtalk.


Sob olhares atentos, Jonas apresentou diversas imagens de cases reais de obras nas quais trabalhou.


Depois de mostrar as fotos, fez a seguinte pergunta: até quando vamos utilizar soluções construtivas tradicionais de baixa produtividade e essencialmente dependentes de mão de obra?


Para expressar a importância de se pensar nesse questionamento, Jonas exibiu um gráfico que apresenta a evolução do custo da construção no estado de São Paulo. O custo de mão de obra é, de longe, o mais alto.

Pensando nisso, Jonas voltou suas pesquisas para o mercado de construção civil oriental com o objetivo de trazer inovações tecnológicas pouco conhecidas no Brasil para se construir de modo mais eficaz.


Banheiro japonês


O palestrante falou, sobretudo, do banheiro japonês, que separa três ambientes distintos, otimizando o espaço.














De acordo com a sua apresentação, no Japão se vende mais casa pré-fabricada porque o prazo de entrega é mais rápido. Segundo uma pesquisa, 78% das pessoas afirmam que a construção pré-fabricada é mais confiável e, por isso, optam por ela.


Em sua visita ao país oriental, Jonas notou que a pré-fabricação torna o processo mais fácil e eficiente, produzindo mais com menos. Além disso, a flexibilidade e qualidade desse tipo de construção tem sido a chave para o sucesso do Japão no mercado residencial.


Construção pré-fabricada no Brasil


Trazendo essa realidade ao nosso país, Jonas apontou algumas questões que podem ser barreiras na construção modular pré-fabricada. Dentre elas, a resistência cultural e o preconceito; conflito de interesse de mercado; logística e infraestrutura deficiente; falta de equipamento; e necessidade de integração (BIM).


Assista ao depoimento de Jonas:

Além disso, falou das casas pré-fabricadas do Japão que nada seguem o estereótipo de casas padronizadas sem customização.

Molegolar: A reinvenção do mercado imobiliário com habitação resiliente, inteligência artificial e modulação da oferta de produto - Saulo Suassuna Fernandes Filho, CEO & Founder da Molegolar

A apresentação de Saulo Suassuna Fernandes Filho, da Molegolar, começou com a exibição de um vídeo que mostra a presença da empresa na mídia e sua divulgação em âmbito internacional.


A Molegolar vem com a ideia de tornar os imóveis resilientes por meio da concepção de casas e edifícios compostos por módulos flexíveis que podem funcionar de forma independente ou podem ser combinados entre si para formar unidades de vários tamanhos em qualquer pavimento, a qualquer momento.


Com isso, o desenvolvedor pode moldar sua oferta para qualquer demanda existente, acelerando as vendas e reduzindo os riscos do empreendimento.


Nesse sentido, clientes que possuem dois membros em sua moradia podem adquirir outros módulos à medida que a família vai crescendo, sem problemas com escritura, já que cada módulo tem a sua.


Na apresentação, Saulo exemplificou que o cliente pode comprar dois módulos de apartamento, viver em um e alugar o outro até que seus filhos nasçam. Saiba mais sobre como funciona a Molegolar aqui.


A intenção é reduzir espaços ociosos, otimizar as áreas construídas, diminuindo a geração de resíduos e o desperdício de energia e recursos naturais do planeta em novos edifícios.


Já são 47 o número de incorporadoras habilitadas a construir edifícios em módulos. Hoje, a empresa conta com 4 edifícios em construção.


Conheça outros benefícios da Molegolar na visão de seu CEO:

Alpha Inova: Como a Alphaville e Urbanismo quebrou barreiras e inovou em um dos mercados mais tradicionais do país - Hugo Serra, Gerente de Produto da Alphaville e Urbanismo

Após o almoço, Hugo Serra, Gerente de Projeto da Alphaville e Urbanismo, começou sua palestra.

A empresa está presente em 23 estados do país, além do Distrito Federal. Conta 113 empreendimentos implantados, 14 em implantação e 105 em fase de projeto.


Em sua apresentação, Hugo Serra falou da missão da Alphaville e Urbanismo: desenvolver empreendimentos urbanísticos inovadores e de qualidade para diversos públicos, com respeito ao meio ambiente e à sociedade, que transformem espaços físicos em lugares para bem viver, gerando valor para clientes, colaboradores e acionistas e deixando um legado para futuras gerações.


A missão da empresa vai ao encontro ao seu intuito de ser inovadora em suas tarefas. Com a intenção de estar mais próxima das startups, a Alphaville criou o programa de conexão Alpha Inova, com o apoio da Innoscience e Startse, para selecionar startups que se tornem possíveis parceiros ou fornecedores. A ideia é obter excelência operacional, além de gerar valor aos clientes.


Entre as startups contratadas pela Alphaville estão: Stant, Lean Survey, Looqbox, ZeroDistrato, Justto e QueroQuitar.

Além de falar sobre como funciona o Programa de Inovação da empresa, Hugo mostrou também quais são os 6 desafios estratégicos:

  • Atendimento e relacionamento
  • Construção e Sustentabilidade
  • Crédito e cobrança
  • Comunidade e serviços
  • Marketing e vendas
  • Processos internos

Conheça como a Alphaville passou a adotar inovação na sua rotina:  

As perspectivas de aplicação de smartcontracts e blockchain na construção civil - Alonso Mazini Soler, Sócio-Diretor da Schédio Engenharia Consultiva


O professor Alonso Mazini Soler, da Schédio Engenharia Consultiva, trouxe ao Construtalk uma palestra com foco no uso de smartcontracts e blockchain na construção civil.

Em tempos de blockchain, a transação de dados deixa de ser centralizada e insegura e passa a contar com mais confiabilidade nas informações, por meio da criptografia e transparência nos registros realizados.


Blockchain na construção


Alonso mencionou alguns exemplos do setor da construção nos quais a aplicação de blockchain é viável:

  • Projetos 
  • Requisições 
  • Ordens de compra 
  • Ordens de trabalho 
  • Formulários de inspeção 
  • RDOs 

Tradicionalmente, essas informações raramente são compartilhadas entre os interessados em tempo real. Com o uso do blockchain, as transações acontecem de maneira instantânea, o que otimiza o trabalho em canteiro.


Smartcontracts na construção


Já os smartcontracts (contratos inteligentes ou contratos digitais), como mostrou Alonso, são programas de computador auto-executáveis capazes de automatizar rotinas burocráticas simples e que podem ser processadas dentro da plataforma blockchain.


No exemplo de Alonso, se o pintor pintou a parede, então ele pede que seja inspecionado. Se a pessoa responsável pela inspeção do trabalho aceita a qualidade da pintura, então o pintor é pago. De modo resumido, é assim que funciona o uso de smartcontract na construção civil.


BIM


O professor também destacou a importância da Tecnologia BIM para o setor, já que a plataforma permite a integração das informações.


Desafios da adoção de tecnologia na construção


Para finalizar sua palestra, Alonso apontou quais os desafios para a aplicação de tecnologias como o blockchain e os smartcontracts num setor tão tradicional como o da construção.


  • Falta de confidencialidade e privacidade (propriedade intelectual)
  • Projetos de engenharia
  • Orçamentos
  • Faltam padrões da indústria relacionados a sistemas de informação
  • Cada organização tem diferentes capacidades tecnológicas

Saiba mais sobre como funciona a aplicação de smartcontracts e blockchain na construção civil na voz do palestrante Alonso Soler:


Construtech Ventures: À frente na disrupção do setor da construção - Bruno Loreto, CEO do Construtech Ventures


O CEO do Construtech Ventures, Bruno Loreto, deu início à sua palestra com uma informação alarmante: em 2050, 1,6 bilhões de pessoas não terão moradia digna para viver, um problema de $11 trilhões, de acordo com a empresa de consultoria McKinsey.


Loreto ainda mostrou que o investimento em infraestrutura deve dobrar nos próximos 15 anos.









































Em virtude dessa mudança no setor da construção civil, o Construtech Ventures surgiu com a missão de fazer a diferença na vida das pessoas por meio da tecnologia e do empreendedorismo.


No Construtech Ventures, são criadas e investidas startups que têm como objetivo resolver problemas reais da indústria da construção e do setor imobiliário.


Conheça o portfólio atual do Construtech Ventures, que espera chegar a 20 startups até 2020:

Tecnologia na construção


Outro dado importante que Loreto trouxe em sua palestra se refere às tecnologias que as construtoras estão buscando nos Estados Unidos.


Segundo uma pesquisa da JBKnowledge, os drones são, disparado, a inovação que as construtoras norte-americanas mais utilizam em sua rotina. 37,8% das companhias optam pelo uso dessa tecnologia, enquanto as construções pré-fabricadas ocupam o segundo lugar de busca pelas construtoras, com 19,9%.


Tecnologia no setor imobiliário


No setor imobiliário, Loreto mostrou o que espera ser visto nos próximos 3 anos:


  • Real-time asset performance data (30%)
  • Letting activity (14%)
  • Customer data (23%)
  • Building optimization (17%)
  • Transactions (16%)


Revolução digital


No fim de sua palestra, Loreto mostrou que as startups focadas no ambiente de obra levantaram $1,1 bilhões nos últimos três anos, de acordo com a CB Insights.


No mercado imobiliário, só em 2017, foram $1 bilhão investido.


Confira o depoimento de Bruno Loreto sobre a tendência de inovação na construção civil:


QuintoAndar: Tecnologia e design para simplificar a locação de imóveis residenciais no Brasil - Felipe Schucman, Head of Business Development do QuintoAndar

Em sua palestra, o Head of Business Development do QuintoAndar, Felipe Schucman, começou falando de como a geração de Millennials tem impactado o mercado da construção.


As pessoas nascidas entre 1981 e 1996 viveram a explosão da internet e estão familiarizadas com dispositivos móveis e comunicação em tempo real. Diante disso, é importante que as empresas também estejam conectadas, oferecendo serviços por meio das redes.


Segundo da CBRE de 2016, as principais razões para local um imóvel são:

  • Maior conveniência de curto prazo (31%)
  • Não quer o comprometimento de ser proprietário (16%)
  • Única forma de morar na região que gostaria (15%)
  • Maior praticidade para dividir a moradia ou morar com amigos (11%)
  • Maior oferta de moradias acessíveis (12%)
  • Custo/Circunstância financeira (65%)

Conforme mostra uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento trazida pelo Felipe, nos últimos anos, as residências locadas estão crescendo na América Latina e no Caribe.


Nessas circunstâncias de mudança de mindset das novas gerações, o sonho da casa própria ficou em segundo plano para dar vez ao aluguel por aplicativo como serviço. Os motivos: mais conveniente, vantajoso e mais barato.


QuintoAndar


Nessa história, o QuintoAndar, que começou a dar seus primeiros passos em 2012, é a alternativa para pessoas que não querem (ou não podem) ter a responsabilidade de serem proprietários de um imóvel.


O QuintoAndar, como apresentou Felipe, une o seu software ao hardware, que são as construtoras e construtechs. A empresa usa tecnologia e design para simplificar a locação de imóveis residenciais, assegurando o pagamento em dia ao proprietário e o seguro-fiança do inquilino.


Com mais de 300 colaboradores, o QuintoAndar faz a captação dos imóveis, logística de campo, suporte ao cliente, além de ter setores voltados à área administrativa, produto, marketing e finanças.


Conheça mais sobre o QuintoAndar no site da empresa.


Descubra os motivos pelos quais as pessoas adotam o QuintoAndar como plataforma para locar imóveis no depoimento do Felipe:


Pitch Time

O Pitch Time é o momento que as startups da construção civil tem para mostrar suas ideias inovadoras. O Construtalk disponibiliza esse tempo para que haja maior interação entre empresas tradicionais do setor e as construtechs.


Levitar

A Levitar, do CEO Luis Carlos Filho, é acelerada pela Vetor AG, da Andrade Gutierrez. A startup opera drones integrando tecnologia de precisão com análise de dados.


O objetivo da Levitar é entregar dados para direcionamento de ações que reduzam custos e aumentem a eficiência das atividades operacionais, comerciais e produtivas dos clientes nos mais variados segmentos.


Na construção civil, a Levitar atua desde a fase de projeto, passando pela obra em si, até chegar na comercialização, operação e manutenção do imóvel.


Maleta do Engenheiro

Já a Maleta do Engenheiro, do CEO Romeu Neiva, nasceu em 2015 com a intenção de ser uma plataforma de gerenciamento de documentos. “A Maleta do Engenheiro se diferencia das demais plataformas do mercado brasileiro por ser a primeira focada em processos BIM de projeto”, afirma Romeu.


De acordo com o engenheiro civil, a ideia surgiu depois que ele começou a trabalhar na construtora de sua família. Ele sentiu na pele a dificuldade de atuar com gerenciamento de projetos de maneira centralizada e local. “A comunicação era bem difícil. 


Depois que implantei o armazenamento em nuvem, o gerenciamento ficou descentralizado, o que ajudou muito no dia a dia”.


ZeroDistrato

Outra Construtech a se apresentar durante o Pitch Time foi a ZeroDistrato. O CEO Anderson Fagionato apresentou a ideia da construtech: uma solução para incorporadoras e urbanizadoras diminuírem seus distratos, usando inteligência artificial para a gestão de sua carteira de recebíveis.


O objetivo da ZeroDistrato, é diminuir o impacto financeiro dos distratos na cadeia da construção civil, que só em 2017 teve perdas diretas acima de R$5 bilhões devido a distratos.


A ZeroDistrato foi criada no Construtech Ventures, um venture builder corporativo da Softplan, que cria negócios inovadores para atender demandas do setor da construção civil.


Conclub

A Conclub, do founder Juan Camilo Murcia, ainda vai lançar seu MVP (Minimum Viable Product). Mas durante o evento, Juan deu uma provinha de como é a startup.

Ela vai atuar em três vertentes com soluções de:


  • Crowdfunding
  • Fundfunding
  • Projetos (incorporadoras)


A Conclub tem como objetivo diminuir o impacto dos problemas causados por dificuldades em financiamento de projetos de incorporadoras. Segundo dados da Abrainc, Fipe e IBGE, 90% das incorporadoras no Brasil já tiveram problemas do gênero.


DIM - Inteligência em Projetos

Apresentada pelo seu sócio-fundador, o arquiteto Octávio Scapin, a DIM - Inteligência em Projetos busca suprir 3 necessidades:


  • Compatibilização de projetos
  • Coordenação de projetos
  • Suporte em implementação de processos BIM


Durante seu pitch, Octávio mostrou como cada uma das necessidades é colocada em prática nas soluções propostas pela DIM.


A compatibilização de projetos é realizada a partir de modelos paramétricos de todas as disciplinas e é empenhada pela startup como o primeiro produto de desdobramento do processo BIM.


Já a coordenação de projetos é o momento em que serão empenhados os esforços de processo e gestão do ciclo de projeto em BIM com os parceiros da startup.


Ao final dos ciclos de coordenação e compatibilização, a DIM compartilha o conhecimento de manejo e operação dos modelos finais que serão usados pelas equipes de planejamento e obra dos clientes.


LEsense

A última startup a se apresentar foi a LEsense, por meio do COO & Marketing Jian Melo.


Acelerada pela Vetor AG, da Andrade Gutierrez, a LEsense é uma empresa de tecnologia com foco em produtos IoT (Internet das Coisas).


A missão da empresa é democratizar a aplicação de IoT no Brasil, por meio do modelo de negócio de locação de equipamento, sendo vantajoso para os clientes que não precisam mobilizar capital com compra de equipamentos.


A startup fornece métricas para os clientes como apoio a tomada de decisão, aumentando, por exemplo, a produtividade em campo e reduzindo o gasto com manutenção de equipamentos, tudo isso em tempo real.


A LEsense é um equipamento de aquisição de dados de sensores com integração a qualquer plataforma de SaaS ou BI (Business Intelligence).


Além de poder ser aplicado na construção civil, Jian mostrou que o produto da startup também pode ser usado em outros mercados, como: agronegócio, indústria e mineração.


Aplicação na construção civil


Na construção, o produto LEsense tem as seguintes aplicações:

  • Medir nível de água (sensor piezômetro)
  • Solda elétrica (sensor de temperatura)
  • Ventilação túnel (sensos gás)
  • Cura concreto (sensor umidade)
  • Compactação solo (sensor umidade)

O preço médio do produto locado é de R$25, um valor vantajoso, segundo Jian, se comparado às concorrentes que cobram entre de R$950 e R$5.000 por produto vendido.


Veja como funciona o produto oferecido pela LEsense:


Networking Time!

Coffee-Break, Almoço, Happy Hour

Quer mais?

Além de disseminar a cultura de inovação na indústria da construção, o Construtalk uniu diferentes empresas do setor, propiciando a abertura de novos negócios e difusão de conhecimento.


Gostou de saber como foi o evento em Goiânia e ficou com vontade de ir ao próximo? Então acompanhe o site do Construtalk! Ainda em 2018, o evento acontecerá em Recife, Florianópolis e São Paulo (Construsummit).


Não perca a chance de participar do